A mentalidade vencedora que pode levar o Real Madrid à Duodécima
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| Ramos comemora com Cristiano Ronaldo o gol do gajo contra o Bayern na Alemanha, a virada merengue. Foto: Reprodução/Getty Imagens |
A capacidade de ainda tentar quando ninguém mais confia, a força de se entregar até o fim e superar, a paciência de saber lidar com a adversidade e não desistir. Zidane trouxe organização tática ao Real Madrid, tem um jogo bem montado, varia as estratégias quando a equipe precisa, não se esconde atrás de um único jogo, mas não é perfeito, tem diversas falhas e também não é nada disso que levou o time ao topo do Campeonato Espanhol e a segunda semifinal seguida de Champions League na segunda temporada do francês como técnico.
Aconteça o que acontecer, o Real Madrid de Zidane não se entrega nunca. Não podemos afirmar que se trata de amor à camisa, mas é essa mentalidade de acreditar que os trouxe até aqui lutando por títulos. O time merengue não cansou de buscar resultados no último minuto, empatar e virar partidas quando elas pareciam perdidas. Barcelona seria hoje, praticamente, campeão do Espanhol 2016/17 se o time blanco não tivesse buscado todas as vitórias e empates que buscou no último respiro.
Pode parecer a maior balela do mundo aparecer, agora, nas semifinais, dizendo que o Real Madrid tem algo que as outras equipes não tem, e que esse fator não tem a ver com as 11 conquistas anteriores. A tradição pode ser um discurso bem repetido por Zidane, com tal paixão que entrou na mente dos jogadores e fez morada ali. O que se escuta Marcelo, Casemiro, Sergio Ramos, Isco, Cristiano Ronaldo e até mesmo o técnico repetir é que "somos o Real Madrid, não podemos nos entregar", em bom espanhol "nunca darse por vencido".
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| O elenco comemora o gol da virada marcado por Sergio Ramos nos acréscimos contra o Deportivo La Coruña, 3 a 2. Foto: Reprodução/Getty Imagens |
É claro que nem sempre isso vai funcionar. A equipe foi eliminada da Copa do Rei, lutando até o último segundo, perdeu as partidas que perdeu lutando até o fim - apenas 5 com Zizou no comando em 77 jogos, o aproveitamento do francês é de 74%. Mas compromisso com a vitória é a maior arma do grupo e o pior pesadelo daqueles que tem que enfrentar um elenco que acredita que pode empatar, virar e vencer, aos 30, 40, ou 44 minutos do segundo tempo.
O que vai acontecer daqui em diante na Champions League não se prevê. Juventus, Mônaco, Atlético e Real Madrid podem e tem total condições de levantar a taça, mas dois deles ficarão pelo caminho. São jogos diferentes com características diferentes. Times defensivos, times ofensivos, catimba e coração. Nas coisas que não se podem ensaiar antes, nas situações onde você não pode controlar, um certo colecionador de orelhudas caminha olhando para mais uma com a certeza de que aconteça o que acontecer, eles não vão parar de acreditar.
A mentalidade vencedora que pode levar o Real Madrid à Duodécima
Publicadas por Marcela Natra
em
abril 21, 2017
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Publicadas por Marcela Natra
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abril 21, 2017
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