Entrevistamos Tatiana Mantovani do Esporte Interativo
Reprodução/Facebook
A gaúcha Tatiana Mantovani se mudou para a Espanha em 2009 para estudar. Tempos depois iniciou o projeto Efeito Fúria, com intenção de levar informações do futebol espanhol, diretamente da Espanha, para os torcedores brasileiros.
Na entrevista para a equipe do Meu Madrid, Tati fala sobre a mudança de país, as experiências em Madri e como se tornou correspondente do Esporte Interativo.
Meu Madrid: Como, e por quê, você foi parar na Espanha?
Tati: Cheguei na Espanha em 2009, vim para estudar e acabei ficando.
De onde vem seu gosto pelo futebol espanhol? Quando você começou a acompanhar a seleção e os clubes?
Na verdade meu gosto pelo futebol espanhol vem da minha paixão pelo futebol. Desde muito pequena acompanho de perto o meu time de futebol de Salão, a ACBF de Carlos Barbosa (sou natural de lá). Meu pai é um dos fundadores do time e eu sempre gostei. Quando cheguei à Espanha foi natural trazer esta paixão para cá.
A crise que assolava a Espanha em 2011 fez do Efeito Fúria uma alternativa de renda extra para você? Ou o blog não foi criado pensando em um retorno financeiro?
O blog nunca foi e não é uma fonte renda, é um projeto que ainda está engatinhando. Eu comecei ele lá em 2011 porque queria escrever sobre o que eu estava vendo, ouvindo e lendo por aqui. Tem muitos brasileiros e portugueses que são apaixonados pelos clubes daqui ou simplesmente gostam do futebol espanhol. Pensei que seria legal ter um canal alternativo de informação para quem, como eu, gosta de conhecer e desvendar a cultura futebolística de um país.
Você torce para qual seleção, Espanha ou Brasil? As duas?
Torço para o Brasil, sempre. Mas gosto muito da Fúria. Quando a seleção não está, vou com a Espanha.
Você vê diferença entre os torcedores brasileiros e os espanhóis?
São muito parecidos. Ambos são apaixonados por seu clubes e gostam de demostrar e viver isso com muita intensidade. A forma de torcer é um pouco diferente, os espanhóis são mais calados nos estádios, mas o coração bate da mesma forma.
Como você percebe o clima em Madri em dia de jogo, por exemplo?
Muito! Madri é uma cidade que respira muito futebol. Os torcedores estão por todos os lados, há gritos quando um time marca gol e quando vence.
Qual estádio é mais receptível a estrangeiros, Bernabéu ou Calderón?
Sempre digo que o Calderón é o mais sul-americano dos estádios da Espanha, isso porque é mais ruidoso e a torcida anima mais. Frequento os dois, e também outros estádios da Espanha e da Europa, todos tratam muito bem os estrangeiros.
O Atlético é um time “sul-americano” na Europa?
É o mais sul-americano. Muitos jogadores do Uruguai, Argentina e Brasil são identificados com o clube. Desde que o Simeone assumiu o comando do clube acho que esta relação ficou ainda mais forte.
Os espanhóis priorizam a Champions na hora de torcer?
Depende muito. A Champions é a competição que todos querem, mas a torcida no campeonato espanhol também é muito forte.
A La Liga, pela rivalidade histórica entre a Catalunha e a Capital, tem uma importância maior do que a imaginada por nós, que acompanhamos de fora?A La Liga é o campeonato nacional da Espanha, a rivalidade dentre os clubes é grande – assim como é no caso do campeonato brasileiro. A questão política espanhola acaba sendo sentida, mas penso que isso é mais forte na Copa do Rei que no Campeonato Espanhol.
Você já acompanhou a Quedada Blanca? Já tinha visto algo parecido?
Sim, já acompanhei. É algo realmente emocionante. A torcida do Real Madrid é apaixonada pelo seu clube e este é um dos momentos que demostra isso.
Como você chegou ao EI?
O Esporte Interativo estava buscando um jornalista brasileiro em Madri para acompanhar os clubes da capital. Passei por um processo de seleção e eles me contrataram.
O que mudou na sua vida desde então?
Eu sempre acompanhei o futebol espanhol de perto, trabalhei para diferentes meios de comunicação fazendo reportagens especiais, mas agora posso fazer isso diariamente. Poder mostrar aos telespectadores como se vive o futebol aqui em Madri e trazer todas as informações de Real e Atleti é muito gratificante. Os clubes de Madri têm muitos seguidores no Brasil.
Hoje, você vive de futebol?
Vivo do meu trabalho para a televisão e por consequência do futebol.
Quais conselhos você daria para um jovem brasileiro que sonha em um dia trabalhar com futebol europeu?
Nunca desistir dos seus sonhos e batalhar muito. Trabalhar em diferentes setores, conhecer pessoas do meio e colocar os projetos pessoais em prática pode ser um bom começo.
A gaúcha Tatiana Mantovani se mudou para a Espanha em 2009 para estudar. Tempos depois iniciou o projeto Efeito Fúria, com intenção de levar informações do futebol espanhol, diretamente da Espanha, para os torcedores brasileiros.
Na entrevista para a equipe do Meu Madrid, Tati fala sobre a mudança de país, as experiências em Madri e como se tornou correspondente do Esporte Interativo.
Meu Madrid: Como, e por quê, você foi parar na Espanha?
Tati: Cheguei na Espanha em 2009, vim para estudar e acabei ficando.
De onde vem seu gosto pelo futebol espanhol? Quando você começou a acompanhar a seleção e os clubes?
Na verdade meu gosto pelo futebol espanhol vem da minha paixão pelo futebol. Desde muito pequena acompanho de perto o meu time de futebol de Salão, a ACBF de Carlos Barbosa (sou natural de lá). Meu pai é um dos fundadores do time e eu sempre gostei. Quando cheguei à Espanha foi natural trazer esta paixão para cá.
A crise que assolava a Espanha em 2011 fez do Efeito Fúria uma alternativa de renda extra para você? Ou o blog não foi criado pensando em um retorno financeiro?
O blog nunca foi e não é uma fonte renda, é um projeto que ainda está engatinhando. Eu comecei ele lá em 2011 porque queria escrever sobre o que eu estava vendo, ouvindo e lendo por aqui. Tem muitos brasileiros e portugueses que são apaixonados pelos clubes daqui ou simplesmente gostam do futebol espanhol. Pensei que seria legal ter um canal alternativo de informação para quem, como eu, gosta de conhecer e desvendar a cultura futebolística de um país.
Você torce para qual seleção, Espanha ou Brasil? As duas?
Torço para o Brasil, sempre. Mas gosto muito da Fúria. Quando a seleção não está, vou com a Espanha.
Você vê diferença entre os torcedores brasileiros e os espanhóis?
São muito parecidos. Ambos são apaixonados por seu clubes e gostam de demostrar e viver isso com muita intensidade. A forma de torcer é um pouco diferente, os espanhóis são mais calados nos estádios, mas o coração bate da mesma forma.
Como você percebe o clima em Madri em dia de jogo, por exemplo?
Muito! Madri é uma cidade que respira muito futebol. Os torcedores estão por todos os lados, há gritos quando um time marca gol e quando vence.
Qual estádio é mais receptível a estrangeiros, Bernabéu ou Calderón?
Sempre digo que o Calderón é o mais sul-americano dos estádios da Espanha, isso porque é mais ruidoso e a torcida anima mais. Frequento os dois, e também outros estádios da Espanha e da Europa, todos tratam muito bem os estrangeiros.
O Atlético é um time “sul-americano” na Europa?
É o mais sul-americano. Muitos jogadores do Uruguai, Argentina e Brasil são identificados com o clube. Desde que o Simeone assumiu o comando do clube acho que esta relação ficou ainda mais forte.
Os espanhóis priorizam a Champions na hora de torcer?
Depende muito. A Champions é a competição que todos querem, mas a torcida no campeonato espanhol também é muito forte.
A La Liga, pela rivalidade histórica entre a Catalunha e a Capital, tem uma importância maior do que a imaginada por nós, que acompanhamos de fora?A La Liga é o campeonato nacional da Espanha, a rivalidade dentre os clubes é grande – assim como é no caso do campeonato brasileiro. A questão política espanhola acaba sendo sentida, mas penso que isso é mais forte na Copa do Rei que no Campeonato Espanhol.
Você já acompanhou a Quedada Blanca? Já tinha visto algo parecido?
Sim, já acompanhei. É algo realmente emocionante. A torcida do Real Madrid é apaixonada pelo seu clube e este é um dos momentos que demostra isso.
Como você chegou ao EI?
O Esporte Interativo estava buscando um jornalista brasileiro em Madri para acompanhar os clubes da capital. Passei por um processo de seleção e eles me contrataram.
O que mudou na sua vida desde então?
Eu sempre acompanhei o futebol espanhol de perto, trabalhei para diferentes meios de comunicação fazendo reportagens especiais, mas agora posso fazer isso diariamente. Poder mostrar aos telespectadores como se vive o futebol aqui em Madri e trazer todas as informações de Real e Atleti é muito gratificante. Os clubes de Madri têm muitos seguidores no Brasil.
Hoje, você vive de futebol?
Vivo do meu trabalho para a televisão e por consequência do futebol.
Quais conselhos você daria para um jovem brasileiro que sonha em um dia trabalhar com futebol europeu?
Nunca desistir dos seus sonhos e batalhar muito. Trabalhar em diferentes setores, conhecer pessoas do meio e colocar os projetos pessoais em prática pode ser um bom começo.
Entrevistamos Tatiana Mantovani do Esporte Interativo
Publicadas por Marcela Natra
em
maio 03, 2016
Mais
Publicadas por Marcela Natra
em
maio 03, 2016
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